Uma iniciativa tecnológica em cibersegurança e ciberdefesa, que integra inteligência artificial avançada e ciberresiliência, foi apresentada no Brasil. O objetivo é modernizar a segurança integral, a segurança pública e a proteção de infraestruturas estratégicas, além de cidadãos e territórios. A plataforma, que reúne as capacidades de cibersegurança e ciberdefesa do Indra Group, também oferece uma oferta completa de segurança e foi concebida para maximizar a automatização de operações críticas.
Detalhada durante a LAAD Security 2026, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, a nova divisão visa garantir superioridade em operações multidomínio, transformando o volume de dados em uma vantagem para decisões e ações mais rápidas e precisas. A unidade, nomeada de IndraMind, pertencente ao Indra Group, representa um reforço no desenvolvimento de tecnologias para o apoio do país nestes setores.
A IndraMind reúne funcionalidades voltadas à análise de dados e apoio à tomada de decisão, com aplicação em contextos de segurança e defesa. Desta forma, permite gerenciar ameaças híbridas com um elevado grau de autonomia a partir de uma visão integral da segurança e da defesa. Com uma arquitetura de camadas abertas interoperável, atua como tecido conectivo entre sistemas, com uma estrutura modular e escalável que permite implementar capacidades de acordo com as necessidades de cada ambiente operacional e evoluir acompanhando os avanços tecnológicos.
Guilherme Solleiro, CEO do Indra Group no Brasil, destaca que "em um cenário marcado por ameaças híbridas crescentes e riscos cada vez mais complexos às infraestruturas críticas, cidades e territórios, a IndraMind se posiciona como um verdadeiro ‘cérebro cognitivo’. A nova unidade integra dados, inteligência artificial e capacidades de integração e orquestração avançadas para antecipar cenários, apoiar decisões estratégicas e responder com agilidade e eficácia aos desafios atuais de segurança".
IndraMind baseia-se em mais de duas décadas de experiência e conhecimento do grupo nas áreas de cibersegurança, ciberdefesa, guerra eletrônica, inteligência artificial, plataformas autônomas (drones e antidrones), gestão massiva de dados e sistemas de comando e controle.
Segurança integral das infraestruturas críticas
Uma das características da IndraMind é a capacidade de fortalecer a proteção das infraestruturas críticas modernas, que são ecossistemas altamente digitalizados e conectados e, por isso, estão expostas a ameaças híbridas que combinam intrusão física e digital.
De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o Brasil registrou 315 bilhões de tentativas de ataque em 2025 e concentrou 84% das investidas da América Latina. Essas tentativas se concentraram, sobretudo, em infraestruturas críticas do setor financeiro, saúde, telecomunicações e órgãos governamentais, expondo as fragilidades da digitalização acelerada no país. Nestes ambientes, um incidente raramente fica isolado, podendo se espalhar e causar efeitos em cascata em serviços essenciais e cadeias logísticas.
Neste cenário, a IndraMind aporta uma série de capacidades às infraestruturas críticas: um "sistema nervoso" operacional que conecta o mundo físico e OT/IT e uma interface operacional inteligente para a gestão integrada da segurança e operação industrial. O resultado dessa combinação é um modelo de segurança voltado à antecipação de incidentes, à mitigação de impactos, à redução de efeitos em cascata e à manutenção da operação das infraestruturas.
Resposta a situações no domínio civil e militar
A velocidade é um fator determinante em missões críticas. Sistemas e agentes inteligentes, como drones e plataformas autônomas, necessitam atuar de forma coordenada e em tempo real. A IndraMind permite essa otimização da tomada de decisão e a automação operacional, processando grandes volumes de dados em tempo real para antecipar ameaças e reações.
A nova unidade do Indra Group estabelece uma visão operacional comum entre os organismos envolvidos, permitindo a coordenação entre administrações, serviços de proteção civil, forças de segurança e equipes de intervenção. Esta visão compartilhada contribui para a redução da fragmentação das informações e para a agilidade na tomada de decisões em cenários críticos.