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Incêndios elétricos dentro de casa crescem e Cemig alerta para riscos de instalações e equipamentos mal utilizados
Ocorrências do tipo passaram de 606 para 1.304 no país
30/04/2026 12h37
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

Os incêndios de origem elétrica dentro de residências mais que dobraram nos últimos cinco anos no Brasil, com crescimento de 102%, segundo dados do Anuário Estatístico da Abracopel 2026, ano base 2025. Em Minas Gerais, as ocorrências também avançaram, com alta de 32% em um ano. Diante do cenário, a Cemig alerta para riscos comuns nas residências e orienta sobre como prevenir acidentes.

Como evitar incêndios de origem elétrica

Uma das principais recomendações para evitar acidentes é a instalação do Interruptor Diferencial Residual (IDR), equipamento que desliga automaticamente a energia do imóvel ao identificar falhas na rede, prevenindo choques elétricos e incêndios. Desde 1997, as normas brasileiras exigem o uso do DR em locais como banheiros, cozinhas, áreas de serviço e garagens. Apesar disso, a Abracopel estima que apenas 47% das residências brasileiras possuam o DR.

A forma como a instalação elétrica é planejada faz toda a diferença para a segurança dentro de casa. De acordo com o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, o ideal é que aparelhos de maior potência, como ar-condicionado, chuveiro elétrico e micro-ondas, tenham circuitos exclusivos, evitando sobrecargas na rede.  

Sobrecarregar “Ts” e extensões pode causar superaquecimento e provocar incêndios.  Cemig/Divulgação

“É importante também que todas as casas tenham um projeto elétrico, o que facilita a manutenção e até a avaliação para o acréscimo de novas cargas. Além disso, qualquer serviço elétrico deve ser realizado por profissionais qualificados, para que não haja esse tipo de ocorrência”, explica.

A utilização de "Ts", benjamins e extensões para a conexão simultânea de vários aparelhos é comum em muitos lares brasileiros. No entanto, essa prática é perigosa, já que pode provocar sobrecarga de energia, causando sobreaquecimento e curtos-circuitos em redes não preparadas para suportar a carga elétrica, o que pode resultar em incêndios e até acidentes fatais.

Além disso, o uso de adaptadores em aparelhos de maior potência, como fritadeiras elétricas, ferros de passar e aquecedores, também representa risco elevado. Esses equipamentos exigem uma capacidade elétrica que, muitas vezes, não é suportada pelas instalações residenciais, aumentando a probabilidade de falhas e incêndios.

Causas e tipos mais comuns

Dados do a Abracopel 2026 reforçam que as residências permanecem como o principal palco desse tipo de ocorrência. No ano passado, foram registrados 619 incêndios nesse tipo de ambiente, o que representa um aumento de 22,1% em relação a 2024 e corresponde a quase 47% do total de incidentes registrados. Em relação ao número de fatalidades, o ambiente domiciliar teve 51 das 60 mortes contabilizadas no período.   

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Os dados do anuário detalham ainda as principais causas dos incêndios de origem elétrica no país. Em 2025, as instalações elétricas inadequadas lideraram o ranking, com 706 ocorrências e 33 mortes. Na sequência, aparecem equipamentos como ar-condicionado e ventiladores, responsáveis por 166 incidentes e 14 óbitos.  

Também figuram entre as principais causas os eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos, com 113 ocorrências e três mortes. Já problemas em tomadas resultaram em 20 registros e duas mortes, enquanto o uso de carregadores de celular esteve associado a 19 incidentes e cinco óbitos.