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Pesquisa analisa os desafios do trabalho remoto no Brasil
Estudo desenvolvido por especialistas do Insper detalha quais são os desafios e oportunidades do trabalho remoto no Brasil
08/05/2026 15h16
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Pesquisa elaborada pelo Núcleo de Estudos de Comportamento e Gestão de Pessoas do Insper detalha como o modelo de trabalho remoto, amplamente adotado durante a pandemia, ainda gera debates no mercado brasileiro.

Segundo o estudo, embora muitas empresas tenham iniciado movimentos para ampliar a presença física nos escritórios, os trabalhadores demonstram resistência a abandonar completamente o home office. A análise produzida pelo Insper no segundo semestre de 2025 mostra como essa mudança tem impactado a relação entre profissionais e organizações.

O levantamento ouviu trabalhadores de diferentes setores e níveis de carreira e aponta que o formato híbrido, formato que combina dias no escritório com trabalho remoto, continua sendo o modelo padrão entre empresas brasileiras. A pesquisa indica que a experiência adquirida nos últimos anos mudou as expectativas dos profissionais sobre flexibilidade e qualidade de vida no trabalho.

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Conforme analisado pelos pesquisadores do Insper, grande parte dos funcionários passou a considerar a possibilidade de trabalhar de casa como um benefício relevante. Por isso, decisões corporativas que eliminam totalmente essa alternativa podem provocar insatisfação e até estimular a busca por novas oportunidades no mercado.

Os dados mostram que, quanto maior a frequência atual de trabalho remoto, maior tende a ser a resistência ao retorno integral ao escritório. Entre os profissionais que trabalham a maior parte da semana em casa, a disposição para permanecer na empresa diminui quando a flexibilidade é retirada. Conforme apuração feita pelo Insper, mesmo entre aqueles que adotam o modelo híbrido com poucos dias remotos, a possibilidade de perder esse benefício já é vista com cautela.

Tecnologia auxilia trabalhadores que atuam em regime home office

O avanço do trabalho remoto também impulsionou o uso de ferramentas digitais voltadas à comunicação e à gestão de tarefas. De acordo com a plataforma colaborativa francesa Wimi Teamwork, entre as soluções usadas por empresas com times alocados em diferentes regiões e que precisam enviar arquivos de grande porte, há soluções que auxiliam esses trabalhadores que atuam em regime home office.

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Esse tipo de tecnologia se tornou um apoio importante para empresas que mantêm funcionários em diferentes cidades ou países, permitindo que documentos, relatórios e conteúdos multimídia circulem sem grandes barreiras técnicas.

Entre as ferramentas que foram recomendadas para esse tipo de atividade aparece a startup TransferNow, que, segundo a empresa, oferece um serviço online para compartilhar documentos pesados de forma rápida e segura.

A proposta da empresa é facilitar o envio de materiais que normalmente ultrapassam o limite de anexos de e-mail, como arquivos mais pesados, vídeos grandes ou projetos gráficos, algo comum em tarefas realizadas por equipes que trabalham à distância.

Mudança cultural nas empresas e as possibilidades para o futuro do trabalho

Ainda sobre o estudo publicado pelo Insper, o cenário revela uma transformação cultural nas organizações e na cultura dos trabalhadores da atualidade. Antes da pandemia, o trabalho remoto ainda era limitado em muitas áreas. Com a necessidade de adaptação rápida naquele período, empresas investiram em ferramentas digitais e processos que permitiram manter equipes produtivas fora do escritório.

Esse aprendizado acabou redefinindo a forma como muitos profissionais enxergam o trabalho. A redução do tempo gasto em deslocamentos, maior autonomia para organizar a rotina e a possibilidade de equilibrar compromissos pessoais e profissionais estão entre os fatores frequentemente citados como vantagens do home office.

Ao mesmo tempo, empresas que defendem o retorno presencial apontam benefícios relacionados à colaboração, à integração das equipes e à cultura corporativa. A convivência no ambiente físico, segundo alguns executivos, pode facilitar a troca de ideias e acelerar processos de decisão.

Na avaliação dos pesquisadores, a tendência é que o mercado de trabalho brasileiro continue buscando equilíbrio entre produtividade e flexibilidade. Em vez de uma escolha definitiva entre presencial ou remoto, muitas organizações devem apostar em modelos intermediários que combinem os dois formatos.

O desafio, segundo especialistas, está em estruturar políticas claras e coerentes com as expectativas dos profissionais. Empresas que conseguirem adaptar seus modelos de trabalho às novas demandas do mercado podem ter vantagem na retenção de talentos e na construção de equipes mais engajadas.

Nesse cenário, o debate sobre trabalho remoto deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a fazer parte da estratégia das organizações em um mercado cada vez mais competitivo e digital.