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Mais de R$ 1 bilhão em investimentos e cerca de cem projetos de vinícolas consolidam a Mantiqueira como nova fronteira do enoturismo brasileiro
Municípios como Jacutinga e Albertina atraem investidores internacionais e ampliam o protagonismo de Minas na produção dos vinhos de inverno
11/06/2026 14h41
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

A Serra da Mantiqueira vive um novo ciclo de desenvolvimento econômico, turístico e cultural impulsionado pela expansão da vitivinicultura e pelo crescimento do enoturismo.

Na região conhecida como Serra dos Encontros, localizada na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, cerca de cem projetos de vinícolas em um raio de 100 quilômetros e investimentos privados estimados em mais de R$ 1 bilhão apontam para a consolidação de uma das novas fronteiras do vinho brasileiro.

O movimento reúne vinícolas, restaurantes, meios de hospedagem, experiências gastronômicas, empreendimentos de alto padrão e roteiros turísticos estruturados em torno da paisagem, do clima de montanha, da hospitalidade e dos vinhos de inverno. A chegada de investidores nacionais e internacionais reforça a atratividade da região e contribui para redesenhar o mapa do enoturismo brasileiro, historicamente concentrado no Sul do país.

Para Minas Gerais, essa transformação possui importância estratégica. A Serra dos Encontros é um território compartilhado entre os dois estados e conta com participação direta de municípios mineiros como Jacutinga e Albertina, além de conexões com outros polos vitivinícolas do Sul de Minas e da Mantiqueira. Jacutinga, tradicionalmente reconhecida pela produção de malhas, também vem se consolidando como destino emergente da viticultura e do turismo rural, com vinícolas em operação, novos empreendimentos e crescente interesse de visitantes.

A consolidação desse polo fortalece o turismo de inverno em Minas Gerais. A combinação entre altitude, clima seco, dias ensolarados e noites frias favorece tanto a produção dos vinhos de inverno quanto a oferta de experiências turísticas durante a estação. O vinho passa a integrar um conjunto de ativos já reconhecidos do território mineiro, como cafés especiais, queijos artesanais, azeites, cachaças, gastronomia, paisagens rurais, patrimônio cultural e modos de fazer tradicionais.
 

Secult / Divulgação

“O vinho de inverno da Mantiqueira já é uma das novas fronteiras do turismo brasileiro, e Minas faz parte dessa história de maneira essencial. Estamos falando de ciência, território, paisagem, trabalho, cozinha, hospitalidade e cultura. O desafio agora é transformar esse potencial em produto turístico estruturado, narrativa forte e presença nacional. Minas tem todas as condições de se consolidar como um dos grandes polos de viticultura e enoturismo do país”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais , Leônidas Oliveira.

O avanço da vitivinicultura na Mantiqueira também está diretamente associado à ciência e à inovação. A técnica da dupla poda, que desloca a colheita das uvas para o inverno, foi validada e difundida com contribuição decisiva da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) , permitindo que regiões de clima tropical de altitude passassem a produzir vinhos finos de alta qualidade reconhecidos nacional e internacionalmente.

A Serra dos Encontros já reúne produtores de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim, Jacutinga e Albertina, articulados em torno de uma vitivinicultura de alto valor agregado, sustentável e competitiva. A qualidade da produção tem sido reconhecida em premiações internacionais, com destaque para o Decanter World Wine Awards 2025, que apontou a região entre as áreas brasileiras mais premiadas.

Para os próximos anos, a estratégia passa pelo fortalecimento da integração entre os municípios produtores, pela ampliação da visibilidade dos roteiros do vinho e pela conexão da vitivinicultura com outras vocações mineiras. Na Mantiqueira, vinho, café, queijo, gastronomia, natureza, patrimônio e bem-estar formam uma das experiências turísticas mais autênticas e sofisticadas do Brasil.