Tecnologia Tecnologia
Incerteza no diesel reforça gestão de combustível
Empresas de setores como agronegócio, logística e mineração ampliam o uso de tecnologia e monitoramento para aumentar a previsibilidade operacional...
18/06/2026 19h28
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A volatilidade nos preços do diesel observada ao longo de 2026 tem levado empresas que operam frotas e equipamentos movidos a combustível a reforçar controles internos e ampliar investimentos em gestão operacional. Em setores como agronegócio, logística, mineração e construção, onde o diesel representa uma parcela significativa dos custos, a busca por maior previsibilidade tornou-se prioridade.

Mais do que acompanhar as oscilações de mercado, as empresas passaram a concentrar esforços na gestão do consumo, do abastecimento e dos estoques, utilizando tecnologias capazes de fornecer informações em tempo real e apoiar decisões mais rápidas e assertivas.

Nesse contexto, soluções integradas de gestão de combustível ganham relevância por permitirem uma visão mais ampla e estruturada da operação. O processo começa pelo controle de estoque, com o monitoramento contínuo dos tanques e das movimentações de combustível. Essa etapa permite acompanhar volumes disponíveis, identificar variações e ampliar a segurança no planejamento de abastecimento.

Continua após a publicidade

Na sequência, o controle de abastecimento permite registrar e acompanhar as operações realizadas em campo, criando maior rastreabilidade sobre o uso do combustível. Com processos mais estruturados, a empresa reduz a dependência de controles manuais e passa a contar com informações mais consistentes para avaliar consumo, rotina operacional e eventuais desvios de padrão.

A identificação automática de veículos e operadores complementa esse processo ao ampliar a precisão dos registros e reforçar a confiabilidade das informações. Com ela, cada abastecimento fica vinculado aos dados corretos da operação, reduzindo falhas de apontamento e fortalecendo o acompanhamento sobre quem abastece, o que abastece e em quais condições.

"A experiência recente mostrou que o impacto não está apenas na variação do preço do diesel, mas também na capacidade das empresas de acompanhar o consumo com mais precisão e previsibilidade operacional. Em momentos de maior pressão sobre custos, cresce a necessidade de informações confiáveis e visibilidade em tempo real sobre a operação", afirma Edson Machado, Especialista em Ofertas Brasil da Gilbarco Veeder-Root.

Segundo o executivo, o ganho mais relevante está na integração das diferentes camadas de controle da operação. Informações de estoque, abastecimento e consumo geram dados importantes individualmente, mas é a consolidação desses dados em uma plataforma de gestão que permite transformar registros operacionais em inteligência para tomada de decisão.

Continua após a publicidade

De acordo com Machado, essa integração pode ser realizada por meio de plataformas digitais de gestão, como o FuelOnet Prime, da Gilbarco Veeder-Root, que centralizam informações de estoque, abastecimento e consumo em um único ambiente. A consolidação dos dados amplia a visibilidade sobre a operação, facilita o monitoramento em tempo real e contribui para decisões mais rápidas e assertivas.

"Quando a empresa passa a ter uma visão integrada da operação, consegue identificar inconsistências com mais rapidez, acompanhar padrões de consumo e atuar preventivamente sobre possíveis perdas ou desvios. Isso traz mais previsibilidade e mais controle sobre os custos operacionais", explica Machado.

De acordo com o especialista, em um cenário marcado por oscilações de preços e pressão sobre margens, ampliar a capacidade de gestão interna tornou-se uma forma direta de proteger a operação. Embora a tecnologia não elimine a volatilidade do mercado, ela contribui para reduzir desperdícios, melhorar o planejamento e aumentar a eficiência operacional.

"A tendência é que as empresas busquem cada vez mais visibilidade sobre suas operações e decisões baseadas em dados. A gestão integrada do combustível deixa de ser apenas uma ferramenta de controle e passa a ser um recurso estratégico para apoiar competitividade, produtividade e sustentabilidade financeira dos negócios", conclui Edson Machado.