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Intercultural explica como funciona o programa Au Pair
Modalidade de intercâmbio permite morar com uma família anfitriã por até 12 meses, com jornada, estudo e descanso definidos por regulamentação. Marina Jendiroba, diretora-executiva da Intercultural, detalha perfil de candidatos, rotina no exterior...
21/09/2026 14h45
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O programa Au Pair permite que jovens vivam no exterior por até 12 meses na casa de uma família anfitriã, que oferece acomodação, alimentação e ajuda de custo semanal em troca do cuidado com crianças e do apoio em tarefas ligadas à rotina infantil. A modalidade integra o mercado brasileiro de educação internacional, que movimentou R$ 7 bilhões em 2025, alta de 27,3% ante os R$ 5,5 bilhões de 2024, conforme a Pesquisa Nacional Selo Belta 2026, divulgada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta).

O formato tem atraído quem pretende viver fora do Brasil com gasto mensal reduzido, já que moradia e refeições ficam sob responsabilidade da família receptora. Marina Jendiroba, diretora-executiva da Intercultural, avalia que a procura tende a crescer entre jovens interessados em uma vivência internacional mais acessível. "O programa permite vivenciar outra cultura, aprimorar o idioma e ganhar mais independência, além de proporcionar uma experiência profissional", afirma.

Requisitos e regras definidos por regulamentação

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Nos Estados Unidos, o Au Pair funciona como categoria do visto J-1 e segue normas do Departamento de Estado. Entre os critérios de participação estão idade entre 18 e 26 anos, ensino médio concluído, domínio do inglês falado, aprovação em checagem de antecedentes e entrevista pessoal conduzida por representante da organização responsável pelo intercâmbio. Os selecionados passam ainda por treinamento em desenvolvimento e segurança infantil antes da colocação com a família.

As normas norte-americanas delimitam a jornada: o cuidado com as crianças não pode ultrapassar dez horas diárias nem 45 horas semanais. Participantes também precisam cursar ao menos seis créditos acadêmicos em instituição de ensino superior credenciada ao longo do ano de programa, despesa custeada em parte pela família anfitriã. O regulamento prevê quarto privativo, refeições diárias, um fim de semana inteiro de folga por mês e duas semanas de férias remuneradas a cada ciclo de 12 meses, além de restrições de colocação, como a vedação a residências com bebês de menos de três meses sem adulto presente. A duração inicial é de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por seis, nove ou 12 meses adicionais.

Perfil que se adapta à convivência familiar

A executiva da Intercultural observa que o programa exige disposição para integrar o cotidiano de outra casa. "Um perfil que costuma se adaptar bem ao Au Pair é de alguém responsável, flexível e comunicativo, que goste de crianças e tenha facilidade para conviver com diferentes costumes", descreve. Jendiroba acrescenta que maturidade, autonomia e abertura para aprender pesam na adaptação, já que o participante passa a fazer parte da rotina da família que o recebe.

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O cotidiano, segundo ela, reúne tarefas concretas. "O dia a dia de um Au Pair envolve situações bem reais: cuidar das crianças, preparar refeições, organizar a rotina e acompanhar atividades da família", diz. A diretora-executiva pondera que os primeiros meses costumam trazer dificuldades com o idioma, saudade de casa e estranhamento diante de novos costumes. As conquistas, na avaliação dela, aparecem na confiança para se comunicar, nos vínculos criados com a família anfitriã, nos lugares conhecidos e na independência adquirida.

Os efeitos do período fora do país ultrapassam o aprendizado linguístico, segundo a porta-voz. "O Au Pair vai muito além de aprender um idioma. A experiência desenvolve maturidade, autonomia, responsabilidade e inteligência intercultural, além de fortalecer a comunicação e a capacidade de adaptação", acentua. Ela considera que essas competências são valorizadas no mercado de trabalho e podem abrir oportunidades mesmo após o retorno ao Brasil.

Cuidados antes de embarcar

Antes da inscrição, a diretora-executiva recomenda atenção à agência, à família anfitriã e às condições oferecidas pelo programa. "É importante entender bem as responsabilidades, horários, remuneração, acomodação e regras antes de embarcar", orienta.

Jendiroba considera indispensável contar com suporte ao longo de toda a estadia e manter conversas frequentes com a família receptora para alinhar expectativas, procedimento que, na avaliação dela, torna o intercâmbio mais seguro e reduz frustrações. O Departamento de Estado norte-americano mantém uma linha direta de atendimento para que participantes relatem problemas durante o período de intercâmbio, sem risco de retaliação ou cancelamento do programa.

O modelo também existe em países europeus e na Oceania, com exigências próprias de cada legislação nacional, o que altera duração, carga horária e nível de idioma solicitado. Entre os destinos de intercâmbio mais procurados por brasileiros, o Canadá lidera pela 11ª vez consecutiva, seguido por Estados Unidos e Reino Unido, conforme o levantamento da Belta.

Sobre a Intercultural

Fundada em 1995, em Florianópolis, a Intercultural informa atuar há 31 anos no mercado de intercâmbio, com programas de estudo, trabalho, voluntariado e turismo em mais de 40 países. A empresa oferece acompanhamento em todas as etapas da viagem, do planejamento ao retorno ao Brasil.

Para mais informações, basta acessar: https://www.intercultural.com.br/