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Consórcios: negócios crescem 24,2% e atingem quase R$ 390 bilhões
Em agosto, vendas batem recorde mensal com 510,67 mil cotas e acumulam 3,82 milhões de janeiro a agosto com alta de 15,1%
23/09/2026 01h15
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O sistema de consórcios atingiu o total de R$ 389,59 bilhões em negócios realizados no acumulado de janeiro a agosto, um recorde para o período, 24,2% acima dos R$ 313,72 bilhões registrados nos mesmos meses do ano passado, de acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) junto à maioria de seus associados.

Houve ainda nesses oito meses, como gerador dos créditos comercializados, a venda de 3,82 milhões de cotas, 15,1% acima das 3,32 milhões alcançadas no ano passado, anotando mais um total inédito da modalidade nos últimos dez anos.

Com a manutenção do ritmo dos negócios consorciais, o sistema de consórcios vem demonstrando maturidade, apoiado pelas atitudes do consumidor brasileiro que, ao administrar suas finanças pessoais no espírito da educação financeira, mantem o orçamento mensal pessoal ou familiar equilibrado, por vezes com algum endividamento.

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Como decorrência dos bons resultados obtidos nas adesões em agosto, o volume de participantes ativos aumentou e completou 13,55 milhões, 12,0% superior aos 12,09 milhões realizados naquele mês do ano passado.

Ao chegar aos 13,55 milhões de participantes ativos em agosto, constatou-se 65,0% de crescimento sobre os 8,21 milhões anotados desde janeiro de 2022. Nestes mais de quatro anos e meio, foram obtidos 55 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.

De janeiro a agosto, o acumulado de contemplações, momentos quando os créditos concedidos podem ser transformados em bens e serviços, ultrapassou 1,18 milhão, 1,2% além dos 1,16 milhão dos mesmos meses de 2025. Como decorrência, a liberação de créditos concedidos alcançou R$ 85,72 bilhões, potencialmente injetados nos mercados setoriais internos, 6,5% sobre os R$ 80,51 bilhões anteriores. O tíquete médio de agosto anotou R$ 113,57 mil, ao avançar 13,8% sobre o do mesmo mês de 2025, quando atingiu R$ 99,79 mil.

"Quando restam quatro meses para encerramento do ano, o sistema de consórcios manteve a constância do crescimento apresentada durante os oito iniciais. Novamente os resultados reafirmaram o conhecimento do brasileiro sobre a essência da educação financeira, em especial na gerência de suas finanças pessoais", destaca Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

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"Apesar das oscilações da inflação, em queda com deflação em agosto, bem como da desaceleração da economia, ou mesmo possíveis influências climáticas, o cidadão tem considerado sua capacidade em assumir novos compromissos buscando conservar equilibrado seu orçamento. Sem esquecer do alto endividamento das famílias, 82,0%, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), importante lembrar que o consórcio, que tem sua base na renda pessoal, deve seguir em alta, inclusive pelo baixo índice de desemprego, 5,3%, apontado pelo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD, " em julho", completa Rossi.

Detalhes dos indicadores

Vendas de Cotas

De janeiro a agosto, o destaque foi o recorde mensal das adesões gerais, nos últimos dez anos. O total de 510,67 mil, batido em agosto, foi acima inclusive da média mensal de comercializações que está em 477,44 mil em 2026.

Os setores de veículos leves, imóveis e motocicletas registraram os maiores volumes mensais de vendas do ano, respectivamente com 188,95 mil, 156,67 mil e 137,90 mil.

Na somatória das comercializações, 3,82 milhões de cotas, a distribuição por setor ficou assim: 1,36 milhão em veículos leves; 1,14 milhão em imóveis; 1,03 milhão em motocicletas; 124,69 mil em veículos pesados, 123,46 mil em eletroeletrônicos; e 42,53 mil em serviços.

Entre os seis segmentos, cinco registraram avanço: imóveis, com 39,4%; eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 8,4%; veículos leves, com 8,2%; motocicletas, com 7,7%; e serviços, com 4,4%. Houve retração somente em veículos pesados, com (-6,5%).

Contemplações

As contemplações por setor, acumuladas no período, ficaram assim distribuídos: 502,91 mil em veículos leves; 446,55 mil em motocicletas; 110,07 mil em imóveis; 62,11 mil em veículos pesados; 28,20 mil em serviços; e 26,45 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

Nos seis segmentos, houve aumento de 17,9% em imóveis, seguido por 17,2% em serviços, e 2,0% em motocicletas. Enquanto o setor de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis anotou retração de (-30,3%), os de veículos leves e de pesados mostraram estabilidade.

Participantes ativos

A presença dos participantes ativos em cada setor, onde o consórcio está presente, estiveram assim divididos: 41,5% nos veículos leves; 24,6% nos imóveis; 24,6% nas motocicletas; 6,9% nos veículos pesados; 1,4% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.

No destaque, o volume alcançado pelo consórcio de imóveis, 3,34 milhões em agosto, que desde julho passou a ser o segundo maior setor em consorciados ativos, cresceu 33,7% sobre 2,50 milhões, anotados no mesmo mês do ano passado.

Em cada setor, dos 13,55 milhões de ativos, a divisão ficou assim: 5,63 milhões em veículos leves; 3,34 milhões em imóveis; 3,33 milhões em motocicletas; 936,38 mil em veículos pesados; 174,24 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 138,38 mil em serviços.

Tíquete médio em cinco anos

Ao analisar o desempenho dos tíquetes médios nos meses de agosto nos intervalos dos últimos cinco anos, verificou-se valorização nominal de 83,7% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 19,05% do período, na relação da diferença de R$ 61,82 mil, de agosto de 2022, para R$ 113,57 mil, no mesmo mês de 2026, houve elevação real de 54,31%.

A importância dos consórcios na cadeia produtiva

No resumo dos oito meses de contemplações no consórcio foram liberados mais de R$ 62,21 bilhões, somente para os veículos automotores. O consórcio atingiu 26,6% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 28,3% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação somente para caminhões foi de 27,0%, no período.

No segmento imobiliário, nos sete primeiros meses do ano, as contemplações representaram potenciais 21,8% de participação no total de 431,73 mil imóveis financiados.