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Volta às aulas em Minas não dependerá de vacinação de professores

Governo de Minas apresentou novo protocolo para volta às aulas presenciais, que poderá ocorrer a partir de 1º de março

Por: Fonte: Estado de Minas
25/02/2021 às 16h12
Volta às aulas em Minas não dependerá de vacinação de professores
Foto: Marcos Vieira/EM/D.A. Press

O Governo de Minas apresentou, nesta quarta-feira (24/02), o novo protocolo de saúde para a volta às aulas presenciais no estado. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que a reabertura das escolas não precisa estar condicionada à vacinação dos profissionais ligados à educação.

Amaral comparou os professores aos profissionais de saúde, que precisaram trabalhar para prestar assistência aos infectados pela COVID-19. “Vacinar os professores é importante, eles são prioridade, mas não vejo condicionamento entre retorno às aulas e vacinação de professores, assim como eu não vi condicionamento da assistência à saúde com a vacinação dos profissionais de saúde”, disse o secretário.

A volta às aulas presenciais será permitida a partir de 1º de março aos municípios que estiverem nas ondas verde e amarela do Minas Consciente, plano do Governo de Minas para a retomada das atividades. Governador Valadares não faz parte desse plano.

Na rede estadual de ensino, a volta será no dia 8 de março, a princípio, ainda restrita ao modelo remoto, em razão de decisão judicial em caráter liminar que impede o retorno de forma presencial.

 A secretária de Estado de Educação, Julia Sant'Anna, informou que os primeiros a voltarem para o modelo presencial devem ser as crianças consideradas de “anos iniciais”, que vão até o 6º ano. “Os protocolos serão revistos a cada 14 dias, quando será analisada a possibilidade de inclusão de novas faixas etárias no sistema presencial”, disse.

Julia garantiu que o estado tem acompanhado a reabertura de escolas em municípios que não estão enquadrados no Minas Consciente. “É importante que, se os municípios abrirem as escolas, mesmo que não estejam no plano de flexibilização, usem os protocolos elaborados pelo Grupo de Estudo do governo. Sabemos que assim muitos municípios darão uma resposta mais segura com o protocolo”, defende.

Os médicos que integram o grupo de tomada das decisões também participaram da coletiva de imprensa. Para Rodrigo Carneiro, presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil de Minas Gerais, a reabertura dos portões escolares é questão de urgência.

“A escola é um espaço de convivência. Temos que proteger a infância do nosso país. Se continuarmos com as crianças trancadas em casa, podemos comprometer toda uma geração”, afirmou o médico. “Quando as crianças não estão na escola, estão em situações de vulnerabilidade. O isolamento se estendeu muito, a ponto de eu considerar a urgência da volta da socialização dessas crianças mais novas”, acrescentou.

 

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