
Pela oitava vez em sua história, o Flamengo é campeão brasileiro. Na noite dessa quinta-feira, a equipe comandada pelo técnico Rogério Ceni foi derrotada pelo insosso São Paulo no Morumbi, mas contou com o empate do Internacional contra o Corinthians, no Beira-Rio e repetiu o feito alcançado nos pontos corridos por Cruzeiro e São Paulo, e conquistou o bicampeonato consecutivo do principal torneio do país.
Devido ao alto investimento que vem sendo feito desde 2019, é quase um consenso que o Flamengo versão 2020/2021 jogou menos do que poderia. É verdade também que, repetir o nível de desempenho atingido há dois anos, é algo praticamente impossível, pelo simples fato de que o time comandado por Jorge Jesus, faz parte do seleto grupo histórico do futebol brasileiro de times históricos e que deixaram saudades. Dito isso, vale a pena ressaltar que o Campeonato Brasileiro de 2020 está em um contexto diferente de todos os outros, por conta de uma pandemia que afetou e continua afetando todas as áreas da sociedade no Brasil e no mundo.
O Flamengo foi instável em toda a temporada, seja pelas trocas de técnicos ou pelo desempenho abaixo do esperado por toda mídia e torcida. Diferentemente do que aconteceu em 2019, diante de tudo que já foi dito por esse humilde jornalista que vos fala, nesta conquista, não conseguimos imputar a imagem de nenhum treinador, dirigente ou atleta a frente do título, como ocorrera há dois anos. A conquista do Brasileirão de 2020 é da instituição Clube de Regatas Flamengo. Pode parecer óbvio essa citação, porém eu explico: o clube rubro-negro se preparou para desfrutar este momento de glórias e conquistas. Todo esse processo começou no início da gestão de Eduardo Bandeira de Mello, que no âmbito esportivo, como grande feito, apenas conquistou a inesperada Copa do Brasil de 2013, mas foi o grande responsável pela gestão de contenção de gastos e reformulação estrutural, e financeira da instituição futebolística mais popular do país tupiniquim. O projeto Flamengo é merecedor de tudo que vive neste momento e serve como exemplo para todos os outros clubes brasileiros. Organizar as finanças com tempo, paciência e sabedoria, dá certo. Esse é o caminho. O Flamengo tem mostrado isso e por todos esses motivos, merece ser reverenciado por todos, goste você ou não. Desde 2019, são 11 títulos conquistados e o cenário atual mostra que o escrete rubro-negro atual composto por Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta não vai parar por aqui. Já existe a hegemonia do time carioca no futebol brasileiro. É um fato.
Menção honrosa ao Internacional, que assim como o rubro-negro carioca, teve uma temporada instável, com trocas de treinadores, brigas políticas infindáveis e que mesmo inserido neste cenário nebuloso e nefasto, e com uma equipe limitada tecnicamente, conseguiu fazer frente ao poderoso Flamengo. Mesmo após mais um vice nacional, o segundo em dois anos, o torcedor colorado tem um motivo para se orgulhar: o Inter voltou ao grupo dos grandes do Brasil e caminha para voltar a ser o "Colorado das glórias, orgulho do Brasil".
Se para o Internacional faltou repertório e jogadores com maior poder de decisão, esses requisitos sobram para o campeão brasileiro de 2020 e por isso, o Flamengo conseguiu mais um título para a sua galeria de troféus que já é vasta e pomposa. Que os rivais corram atrás, pois o Flamengo segue na frente.
