
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) foi um dos chefes de Executivo estaduais que não assinou uma nota de repúdio contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), emitida nesta segunda-feira (1º/03). Ao todo, 16 dos 27 governantes se colocam contra Bolsonaro, após um post feito nesse domingo (28/2) com valores relativos a repasses aos estados em 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19, que já matou 254.942 pessoas no país (dados do Ministério da Saúde).
Na conta elaborada por Bolsonaro, os dados dos repasses foram retirados de Portal da Transparência, Localiza SUS e Senado Federal. O presidente considera no montante 'valores diretos' (saúde e outros), 'valores indiretos' (suspensão e renegociação de dívidas) e ainda cita, de forma separada, o repassado em auxílio emergencial enquanto ele esteve em vigor.
Além de Zema, Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (PSC-AM), Rui Costa (PT-BA), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Mauro Mendes (DEM-MT), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Marcos Rocha (PSL-RO), Antonio Denarium (PSL-RR), Carlos Moisés (PSL-SC) e Mauro Carlesse (DEM-TO) não assinam o documento. Dos quatro governantes da Região Sudeste, somente o mineiro não foi signatário.
"Em meio a uma pandemia de proporção talvez inédita na história, agravada por uma contundente crise econômica e social, o governo federal parece priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população", diz trecho da nota, intitulada “Nota pública sobre repasses financeiros aos aos Entes Federativos”
De acordo com o governo de Minas, "o governador Romeu Zema acredita que o momento é de união em torno de soluções no combate à pandemia, com a aceleração do processo de vacinação e o financiamento dos leitos de UTI. Ainda segundo o governador, embates políticos devem ficar em segundo plano, com foco na solução de problemas". Segundo Bolsonaro, Minas recebeu R$ 81,4 bilhões de valores diretos e indiretos e R$ 26,96 bilhões somente de auxílio emergencial. O Executivo estadual não respondeu se os valores estão corretos.