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É preciso ter paciência

Derrota para Caldense foi mais um motivo para desespero do torcedor celeste.

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05/03/2021 às 14h56 Atualizada em 05/03/2021 às 15h49
É preciso ter paciência

 

 

Após a derrota contra a Caldense no Mineirão, a torcida do Cruzeiro mais uma vez entrou em uma situação de desespero e falta de esperança. Você, ao ler este texto, pode estar se perguntando: "Mas foi apenas a segunda partida da equipe celeste na temporada, como isso pode acontecer ?". De fato, o leitor que fizer essa indagação, tem uma certa dose de razão, porque inicialmente, não há nenhuma razão plausível para qualquer torcida fazer ou exercer pressão em um técnico, dirigente e até mesmo jogadores, com apenas dois jogos disputados até o momento na confusa e bagunçada temporada de 2021. Mas ao mesmo tempo que eu dou meia dose de razão para a reflexão acima, também consigo entender o ponto de vista de alguém que está com o sentimento ferido e alma machucada, pois essa é a característica que podemos imputar especificamente para o cruzeirense. Perder nunca é bom. A afirmação é óbvia, mas no Cruzeiro versão centenária, esse tipo de frase não pode ser considerada como uma verdade absoluta. Ser derrotado na vida faz parte do processo de todas as pessoas que habitam no planeta Terra e o torcedor celeste está derrotado, desacreditado e desolado. Não consegue ver uma luz no fim do túnel. Mesmo durante o jogo, principalmente após o gol marcado pelo atacante Amarildo da Caldense, já era possível notar a impaciência e a falta de capacidade de entendimento do momento atual. É preciso saber o buraco que o Cruzeiro está instaurado. É necessária uma reflexão de tudo que foi feito para que um clube centenário e um dos mais vitoriosos do país, chegasse a esse tipo de situação calamitosa. Quando digo que para o Cruzeiro atual, a derrota pesa mais do que pra qualquer outro time do Brasil e até mesmo no mundo, é no sentido de que nesta lenta recuperação financeira e institucional que o clube do Barro Preto vem passando, a vitória é como se aquele remédio pra dor de cabeça que você toma durante o seu dia, onde rapidamente o incômodo é cessado momentaneamente. Time e Comissão técnica sabem disso, mesmo sendo algo difícil de entender no louco futebol brasileiro. 

 

 

 

Com Felipe Conceição, a Raposa já demonstra ter um comportamento e ideia de jogo oposto em relação a Felipão. É uma equipe que se propõe a atacar e ser agressiva, independente do adversário e só por essas características, já dá pra notar ideias antagônicas em relação ao modelo de jogo proposto pelo técnico pentacampeão do mundo com a seleção brasileira. Incutir nos jogadores uma mudança abrupta de formatação tática, postura e ação, demora. Leva tempo e extremamente necessário que os mais de 9 milhões de cruzeirenses entendam de uma vez por todas esse cenário. Claro, que mesmo aos trancos e barrancos, passar por caminho vencendo é o melhor dos mundos, mas nem sempre isso acontece. A partida de amanhã contra a URT, será mais uma vez oportunidade para os comandados do técnico Felipe Conceição mostrarem para o torcedor que estão no caminho certo, afinal de contas, caso venha a primeira vitória, os três pontos servirão como uma espécie de alívio para a torcida que anda angustiada e preocupada. 

 

(Amarildo foi o auto do gol que deixou o cruzeirense ainda mais triste na última quarta-feira.)

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