
A Polícia Civil informou nesta segunda-feira ter constatado dietilenoglicol em um equipamento da Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. A empresa tem afirmado que não usar a substância, que, conforme a corporação, também foi encontrada em amostras de três lotes da bebida e é suspeita de causar a síndrome nefroneural, que matou uma pessoa e internou dez.
Segundo o médico legista Thalles Bittencourt, superintendente de política técnico-científica da Polícia Civil, as notas fiscais apresentadas pela empresa são de monoetilenoglicol, um galão foi periciado e confirmou essa substância. No entanto, a amostra tirada do equipamento responsável pelo resfriamento da cerveja também apontou a presença do produto tóxico encontrado nos lotes contaminados. “Esse líquido circula pelos tanques de cerveja, a princípio, sem contato com a bebida. Essa amostra comprovou se tratar de monoetilenoglicol e dietilenoglicol.”
A polícia revelou que um terceiro lote da Belorizontina foi incluído na lista dos contaminados: o L2 1354, além dos L1 1348 e L2 1348.
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte iniciou nesta segunda-feira o recebimento de unidades de qualquer lote da cerveja, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h (confira os endereços ao fim da matéria). Serão recolhidas apenas as garrafas compradas para consumo próprio. Não serão recebidos produtos de bares, restaurantes e supermercados.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) ampliará para novembro a data inicial para que os sintomas sejam considerados para gerar uma notificação. Até então, o mês de referência era dezembro. O objetivo é descobrir se houve casos semelhantes anteriormente.
Nos próximos dias devem ficar prontos os resultados dos exames de sangue e da necropsia do aposentado Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, que morreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata, com sintomas da síndrome. Morador de Ubá, na mesma região, ele veio a Belo Horizonte no fim de dezembro para as comemorações de fim de ano com a família. Segundo parantes, ele teria ingerido a cerveja.
Em nota, a Backer tem afirmado que o dietilenoglicol não é usado pela empresa e que fará investigações e auxiliará os órgãos. A fábrica, no bairro Olhos D’água, na região Oeste de BH, foi interditada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Locais onde as garrafas serão recolhidas pela Secretaria de Saúde:
Barreiro: av. Olinto Meireles, 327 – Barreiro
Centro-Sul: av. Augusto de Lima, 30 - 14ª andar – Centro
Leste: rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
Nordeste: rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
Noroeste: rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
Norte: rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
Oeste: av. Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
Pampulha: av. Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
Venda Nova: av. Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – Parque São Pedro