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MPMG quer que fura-filas fiquem sem segunda dose de vacina anti-COVID

Promotoria vai pedir que danos financeiros sejam reparados por quem for responsabilizado

Por: Fonte: Estado de Minas
25/03/2021 às 16h32
MPMG quer que fura-filas fiquem sem segunda dose de vacina anti-COVID
Foto: Unimed

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu que o governo estadual não distribua indiscriminadamente a segunda dose da vacina anti-COVID-19 aos trabalhadores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) suspeitos de furar a fila.

Nesta quinta-feira (25/3), a promotora de Justiça em Saúde Pública, Josely Ramos, explicou o pedido em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada por deputados estaduais para investigar o caso. A ideia é que as segundas doses pensadas para completar a imunização de parte dos suspeitos sejam destinadas a trabalhadores da linha de frente que ainda não tomaram a injeção inicial.

O inquérito iniciado pelo MPMG para apurar possíveis irregularidades deve ficar pronto em até 15 dias. Josely explicou que, a não ser no caso da Sputnik V, ainda sem registro para uso no Brasil, as vacinas contra o coronavírus não mudam da primeira para a segunda dose. Por isso o pedido para a priorização dos trabalhadores na linha de frente. 

O Ministério Público acredita que o risco inerente aos trabalhadores da Cidade Administrativa é o mesmo enfrentado por trabalhadores de outros prédios públicos. O entendimento é que a gestão estadual "atropelou" os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde, deixando de seguir à risca a ordem dos grupos prioritários determinados.

A promotora, contudo, explicou que a responsabilização criminal aos envolvidos no caso vai contemplar o custo dos imunizantes. Além dos vacinados que davam expediente na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, a CPI investiga mais de 1.800 assessores da SES no interior.

No que tange aos servidores lotados nos cargos estaduais sediados em BH, as investigações de MPMG e Assembleia ainda têm desencontros. A listagem analisada pelos deputados tem 828 nomes; a promotoria, por seu turno, teve acesso a documento com 832 nomes. Explicações de técnicos da Saúde estadual dão conta que a diferença ocorre por causa de pessoas imunizadas em Confins, na Região Metropolitana.

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