
A vitória do Atlético diante do todo poderoso Flamengo, em pleno Maracanã, reforçou a ideia de que o Galo é sim um forte candidato ao título do Campeonato Brasileiro. Se até o momento da estreia, existia a expectativa que os comandados de Sampaoli pudessem fazer frente ao milionário e vitorioso Flamengo, com a bola rolando, a equipe mineira mostrou na prática que tem tudo pra ser o grande adversário de Domènec Torrent, Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta, Diego Alves e cia.
Pra quem acompanha há algum tempo Sampaoli, sabe o que ex-técnico do Santos é adepto a uma rotatividade maior no time que vai a campo, ou seja, com Sampa, não existe titular e muito menos time reserva. É claro que pode ocorrer a implementação de jogadores que podem funcionar como pilares do modelo adotado pelo treinador e que no Atlético já podemos ver que Junior Alonso, Allan, Nathan, Guilherme Arana e Savarino são figurinhas carimbadas nesses primeiros jogos de Sampaoli no escrete alvinegro.
Nesse domingo, contra o Flamengo, Sampaoli surpreendeu e escalou Marquinhos aberto pela ponta esquerda, que teve a incumbência de gerar amplitude e travar o jogo de Rafinha, que é uma das grandes peças do time de Flamengo, onde exerce importante papel na saída de bola e aparece dando qualidade ao time, no momento ofensivo. Outro ponto a ser destacado, foi a inserção de Gabriel no time titular, mas engana -se quem pensa que o jogador oriundo das categorias de base do Galo atuou como zagueiro. Gabriel se juntou a Allan e Franco no meio-campo, mas ainda na primeira etapa foi substituído por Jair, pois o camisa 30 alvinegro não conseguiu vigiar quem circularsse a bola no setor de meio-campo rubronegro.
Muito por conta da qualidade do adversário, que é melhor e grande candidato ao título do Brasileirão, o Atlético sofreu mais no primeiro tempo, mas na segunda etapa foi seguro e quase não deu chances ao Flamengo, que por sua vez levará tempo para se adaptar as ideias de Domènec.
Os três pontos no Maracanã foram fundamentais e servem para reforçar a ideia de que o Galo está com a espora afiada e com um grande objetivo na temporada 2020/21: ser bicampeão brasileiro.
O "Eu acredito", slogan adotado pela torcida alvinegra durante a épica campanha que culminou no título da Libertadores de 2013, pode ser resgatado sete anos depois e se eu fosse você, torcedor alvinegro, não duvidaria que em fevereiro de 2021, a tão sonhada Taça do Brasileirão, assim como a Taça da Libertadores levantada por Réver no histórico ano de 2013, fique na sede de Lourdes.