
A morte de um filho, independente da idade, é considerada a dor mais devastadora que os pais podem sentir na vida. É a mais cruel de todas as realidades.
Esta dor é sentida também pelas pessoas próximas da família, mesmo que em menor intensidade. A morte de um filho traz a consciência da própria finitude.
Recomeço; é assim que Bruna Silva, mãe da pequena Evely Jasmine Vieira Gonçalves de 3 anos está realizando, depois do momento de desespero que viveu ao descobrir que sua filha tinha sido atropelada por uma moto.
Nesta terça-feira (25), completou um ano que a pequena Evely foi atropelada por um motociclista, na Avenida Minas Gerais, em Governador Valadares (MG).

Bruna, era mãe e pai de Evely; trabalhava em um supermercado e finalizava seu trabalho as 22h. Ela contratou uma babá pra cuidar da menina enquanto estava fora de casa; nesse dia, a cuidadora foi levar a criança para ela no fim do seu expediente.
As imagens mostram que a babá “largou” a criança sozinha e atravessou a rua com uma outra pessoa e logo após, a menina correu para o meio da rua, tentando alcançar a babá; um motociclista que estava em alta velocidade, não conseguiu desviar e acabou atropelando a menina.
A criança foi encaminhada para o Hospital Municipal; ela sofreu um traumatismo craniano e acabou morrendo na madrugada de domingo (25).
Na manhã dessa terça-feira, familiares foram até o local que a criança tinha sido atropelada e pintaram uma borboleta no chão em homenagem há um ano de sua partida.
Agentes de trânsito compareceram e ajudaram a família a pintar o desenho; todos se emocionaram. O local foi cercado em respeito aos familiares.
“Só quero dizer para as mães que precisam trabalhar pra cuidar de seus filhos não deixem eles com qualquer pessoa. Nunca deixe na rua ,pois a dor de perder um filho é pior que a dor de ganhar. Cuide dos seus pequeninos e dão valor enquanto estão aqui, a vida é um sopro e mesmo não estando preparados nunca pra perder um filho temos que evitar o máximo . Ame - os o quanto puder, porque quando Deus os recolhe a dor é imensa e nada vai poder te fazer voltar atrás”; finaliza Bruna.