
A hackthepack anuncia o lançamento global de uma nova geração de QR Codes para embalagens. A iniciativa consiste em transformar códigos obrigatórios em canais digitais ativos, programáveis e de propriedade da marca, permitindo a coleta de dados, a conversão de consumidores e a oferta de experiências digitais a partir do produto físico.
O anúncio ocorre em preparação ao projeto Sunrise 2027, liderado pela organização GS1, que tem como meta ampliar a adoção do padrão GS1 Digital Link e integrar QR Codes 2D como elemento estrutural nas embalagens de varejo mundial.
De acordo com Sal Zammataro, CEO e Chief Vision Officer da hackthepack, "a plataforma reduz o custo de engajamento de aproximadamente US$ 12 para US$ 0,03 por consumidor, ao eliminar a dependência de plataformas digitais de terceiros". O modelo permite que a embalagem, já distribuída ao consumidor, funcione como ponto de contato direto, sem necessidade de download ou login.
A solução, denominada Packaging as a Service (PaaS), opera por meio de um QR Code que, ao ser escaneado, abre uma experiência completa no navegador do usuário. A partir daí, o consumidor pode acessar informações técnicas, participar de mecânicas de gamificação, visualizar conteúdos personalizados ou interagir com agentes de inteligência artificial. As tecnologias empregadas incluem WebGL e WebXR para realidade aumentada, além de uma arquitetura de IA multiagente que garante latência inferior a 200 milissegundos e funcionamento independente de plataformas externas.
A hackthepack estrutura a aplicação em três momentos da jornada do consumidor. No pós‑compra, as embalagens servem como ferramenta de relacionamento contínuo, oferecendo transparência e fidelização. No ponto de venda, o QR Code pode apresentar ofertas contextuais e informações de prateleira. Em campanhas publicitárias, a mesma camada permite a criação de experiências dinâmicas que evoluem com base em dados de comportamento.
A empresa adota ainda um modelo de troca de dados que assegura ao consumidor controle total sobre suas informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR).
No núcleo da plataforma está a arquitetura de IA multiagente. Cada produto pode ser associado a um agente especializado, treinado com dados de categoria e contexto de uso. Um exemplo citado pelos fundadores é o agente "hacKa", projetado para responder dúvidas, explicar características e orientar o consumo, suportando interações por texto e voz em três níveis de contexto: plataforma, categoria e produto.
Luiz Panareli, cofundador e Chief Artificial Intelligence Officer da hackthepack, descreve o agente como "uma Super Agente de IA construída sobre oito camadas de rigor científico, treinada para explicar, não para vender. O objetivo é criar uma camada de inteligência que conecte o mundo físico ao digital, transformando produtos em interfaces vivas", diz.
Com essa proposta, a hackthepack se posiciona como a camada de inteligência que conecta o mundo físico ao digital, ativando produtos e estabelecendo uma nova infraestrutura para o varejo. "hackthepack é uma daquelas raras oportunidades em que visão, timing e time se encontram no mesmo lugar. O mundo físico precisa de uma camada inteligente. Essa empresa é essa camada", conta Pyr Marcondes, primeiro investidor e membro do board.
A hackthepack iniciou suas operações com presença no Brasil e em Portugal, e planeja expandir a oferta para outros mercados globais nos próximos trimestres.
Disponibilidade
Já é possível testar a plataforma. Basta acessar a Calculadora de Audiência no site, informar marca e categoria, e receber um protótipo em 24 horas. A experiência está no ar em 72 horas.