
O uso acelerado e desestruturado da inteligência artificial (IA) já figura entre os principais riscos corporativos no Brasil em 2026. Estudos recentes reforçam que a adoção dessas ferramentas sem políticas claras de governança, controle de acesso e monitoramento pode gerar falhas operacionais, vulnerabilidades de segurança e exposição de dados sensíveis, comprometendo rotinas corporativas e decisões estratégicas.
De acordo com o relatório Data Threat Report 2026, da Thales, cerca de 70% das organizações classificam a IA como um dos maiores riscos para a segurança de dados, com falhas recorrentes em identidade e acesso. O dado se torna ainda mais preocupante quando analisado nacionalmente. Segundo o estudo Allianz Risk Barometer 2026, cerca de 32% das empresas brasileiras citam desafios de implementação, exposições de responsabilidade e o impacto da desinformação gerada pelo avanço da IA como suas principais preocupações.
Para Daniel Parra Moreno, especialista em segurança da informação e CEO da DPARRA Tecnologia, os riscos mais frequentes identificados em projetos reais envolvem a exposição de informações confidenciais, o uso de dados sensíveis em plataformas externas, decisões baseadas em respostas não validadas, automações mal integradas e a ausência de auditoria.
"É comum encontrar empresas usando IA em áreas críticas sem controle de acesso, sem rastreabilidade e sem uma avaliação adequada de segurança da informação. Isso pode gerar falhas operacionais e comprometer a confiabilidade das decisões", avalia.
Dados da pesquisa Securing the AI-Powered Enterprise, da TrendAI, indicam que a falta de governança e de visibilidade no uso da inteligência artificial é um dos principais fatores de risco em ambientes corporativos. O relatório mostra que muitas empresas adotam IA sem políticas estruturadas, o que amplia vulnerabilidades jurídicas, operacionais e reputacionais.
Além disso, a ausência de rastreabilidade e auditoria torna difícil identificar quem usa as ferramentas, quais dados são inseridos e como são processados, criando um cenário em que decisões estratégicas podem ser tomadas com base em informações incompletas ou não validadas.
"O problema é que, quando isso acontece sem governança, a empresa perde visibilidade sobre quais dados estão sendo inseridos, quem está usando, com qual finalidade e quais riscos estão sendo assumidos", afirma Daniel Parra Moreno.
O especialista ressalta que a ausência de controle e monitoramento também pode impactar diretamente decisões estratégicas. "O risco não está apenas na ferramenta, mas na confiança excessiva em respostas automáticas. Quando uma empresa não valida o que a IA entrega, ela pode tomar decisões comerciais, financeiras ou operacionais com base em uma análise que parece precisa, mas que não foi devidamente auditada", alerta.
Vazamento de dados e riscos operacionais
Além dos impactos estratégicos, a adoção desestruturada da inteligência artificial também pode ampliar vulnerabilidades ligadas à segurança da informação e ao uso cotidiano das ferramentas. Segundo o CEO da DPARRA, situações de vazamento de dados e a busca por eficiência sem governança são exemplos de como a tecnologia pode se tornar um risco operacional quando aplicada sem critérios técnicos e monitoramento adequado.
"Muitas vezes os colaboradores inserem informações sensíveis em ferramentas sem saber exatamente como esses dados serão processados, armazenados ou reutilizados. Além disso, quando a IA é integrada a sistemas internos sem critérios técnicos, uma falha de permissão ou configuração pode ampliar muito o impacto de uma exposição", explica.
"Quando uma organização substitui validações humanas, ignora controles internos ou integra ferramentas sem testes adequados, ela cria uma operação aparentemente mais rápida, mas potencialmente mais vulnerável", completa Daniel Parra Moreno.
Para mitigar esses riscos, o especialista recomenda que as empresas adotem uma governança estruturada para mapear onde a IA já está sendo usada e definir quais tipos de dados podem ou não ser inseridos nessas ferramentas. "Também é fundamental envolver tecnologia, jurídico, segurança da informação e liderança executiva, porque a governança de IA não é apenas uma questão técnica. É uma decisão estratégica", orienta.
Nesse cenário, empresas especializadas em tecnologia têm desempenhado papel fundamental ao ajudar organizações a transformar o uso da IA em algo mais estruturado e alinhado ao negócio.
"Isso envolve avaliar infraestrutura, segurança, permissões, integrações, backup, monitoramento e políticas de uso. Na DPARRA Tecnologia, nosso objetivo é a criação de ambientes mais seguros, redução de riscos operacionais e apoio às empresas que querem inovar sem comprometer seus dados, sua continuidade operacional ou sua reputação", conclui o executivo.
Para saber mais, basta acessar: https://www.dparra.com.br/