
O MG Transplantes agora possui um Núcleo de Medula Óssea, que irá organizar fluxos, possibilitar mais agilidade para casos complexos e, ainda, fortalecer as políticas relacionadas aos procedimentos realizados no Estado. O anúncio foi feito durante o evento “Conexões pela Vida – Encontro Gerencial do MG Transplantes”, nessa quinta-feira (28/5), no auditório da Faculdade de Medicina da UFMG.
A reformulação da rede fortalece os papéis dos órgãos envolvidos no transplante de medula óssea em Minas Gerais, além de reforçar a atuação integrada entre o MG Transplantes e a Fundação Hemominas , responsável por atuar em conjunto com os centros transplantadores na realização dos exames de compatibilidade e na captação de células-tronco, e o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que realiza o cadastro e busca de doadores compatíveis.
Mais integração na rede de transplantes
De acordo com o hematologista e coordenador da nova divisão, Thiago Teixeira, o recém-criado Núcleo de Medula Óssea tem como objetivo coordenar a linha de cuidado e as análises de dados, acompanhar novos casos, subsidiar diretrizes, protocolos, e educação continuada relacionados aos transplantes de medula.
Durante a sua apresentação, em que mostrou as condições que requerem transplante de medula e os principais desafios para que o procedimento aconteça, Thiago destacou que a criação do Núcleo representa um avanço para a organização da assistência no estado, permitindo ainda acompanhar de forma mais precisa os indicadores da área. Outro ponto apresentado foi a possibilidade de maior agilidade na resolução de casos complexos, além de contribuir para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao transplante de medula e à terapia celular avançada.
“Minas Gerais já mantém uma atividade relevante em transplante de medula óssea, com produção assistencial, fila ativa e capacidade instalada definida, mas podemos melhorar ainda mais se aprimorarmos os nossos fluxos e trabalharmos de forma integrada”, ressaltou Thiago.
Capacitação e logística
Entre as diversas ações desenvolvidas pelo MG Transplantes e apresentadas durante o encontro, estão o fortalecimento da parceria com o transporte rodoviário estadual para o deslocamento de tecidos oculares e a realização de capacitações voltadas aos profissionais da rede. Os treinamentos incluem desde a identificação de potenciais doadores até o processo de enucleação (procedimento de remoção completa do globo ocular), com o objetivo de ampliar a eficiência da captação e contribuir para a redução das filas para esse tipo de transplante.
A qualificação das equipes para a comunicação em situações críticas também segue como uma das principais prioridades da instituição. “O que precisamos é preparar as pessoas para entenderem o que é a morte e o que é a doação, para que possam tomar uma decisão de maneira mais consciente e segura”, afirmou o diretor o MG Transplantes, Omar Lopes Cançado.
Omar reforçou a importância de intensificar os debates sobre a segurança e humanização em todas as etapas do processo de doação e transplante de órgãos. Desde a avaliação clínica até a conversa com as famílias, cada fase exige sensibilidade, empatia e organização para garantir um processo adequado e eficiente.
“Sem essa empatia, e esse olhar humano, não é possível fazer um processo adequado. Todas as etapas precisam estar bem amarradas para que o transplante aconteça de forma efetiva”.