
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi reconhecida nacionalmente pelo trabalho desenvolvido na área de genética forense. Representada pela Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal do Instituto de Criminalística (IC), a instituição conquistou o segundo lugar no número absoluto de inserções de perfis genéticos de vestígios no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), no período de outubro de 2024 a outubro de 2025.
O reconhecimento foi concedido pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), da qual a PCMG faz parte por meio do Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística. O resultado evidencia a relevância e a eficiência do trabalho técnico-científico realizado em Minas Gerais para o fortalecimento das investigações criminais.
A perita criminal Gabriela Reis, lotada na Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal, ressalta a importância da premiação. “A Perícia Criminal da Polícia Civil de Minas Gerais já se destacou pelo número de inserções de perfis genéticos de condenados no BNPG por meio da plataforma Codis ([sistema informatizado para armazenar, comparar e pesquisar perfis genéticos utilizados em investigações criminais). Hoje, comemoramos nosso destaque no número absoluto de inserções de perfis de vestígios”.
Gabriela ainda ressalta que “esses dois tipos de perfis genéticos possuem funções complementares no BNPG. A inserção de perfis provenientes de vestígios no BNPG permite sua comparação com perfis obtidos em cenas de crime distintas, estabelecendo conexões entre ocorrências diferentes e identificando padrões de atuação criminosa”.
A perita ainda acrescenta que “além disso, o confronto automático entre os perfis inseridos no BNPG geram correspondências com perfis de indivíduos cadastrados, permitindo a identificação dos indivíduos envolvidos nos crimes, mesmo quando não há outras evidências investigativas, reduzindo o tempo de investigação, dirigindo esforços policiais e contribuindo para o embasamento técnico das decisões judiciais”, concluiu.
Laboratório de DNA
Os perfis genéticos obtidos a partir de vestígios coletados em locais de crime são inseridos no banco nacional e confrontados entre si, além de serem comparados com perfis de indivíduos cadastrados criminalmente. A ferramenta possibilita identificar vínculos entre crimes distintos e auxilia na individualização de suspeitos, contribuindo para a elucidação de casos.