A PF apura a prática de crimes de falsidade ideológica na elaboração de laudos psicológicos para aquisição, porte, renovação e registro de arma de fogo, bem como para atuação como vigilante.
As investigações começaram em agosto de 2019, após a prisão em flagrante de psicóloga por emitir laudo ideologicamente falso para um homem que desejava adquirir arma de fogo.
De acordo com a PF, a psicóloga presa havia sido descredenciada pelo órgão em fevereiro de 2019, mas continuou a aplicar testes utilizando folhas em branco que estavam assinadas por outra psicóloga que passou a atender no mesmo local.
Durante as investigações foram apurados 75 laudos ideologicamente falsos, emitidos após a aplicação de testes pela psicóloga já descredenciada. Os documentos haviam sido impressos em folhas previamente assinadas por outra psicóloga, então credenciada, mas que não estava presente por ocasião da aplicação dos testes e emissão dos falsos laudos.
Além das duas psicólogas, a PF também investiga a responsável pela empresa para quem as psicólogas trabalhavam.
As três são investigadas pela emissão de laudos ideologicamente falsos e pelo crime de associação criminosa. Se condenadas, a penas variam de 2 a 10 anos de prisão e multa.
Foi cumprida busca na sede da empresa, expedidas ordens de suspensão de atividade contra as duas psicólogas, a empresária e seu grupo empresarial. As profissionais também foram proibidas de realizar atividade de avaliação de aptidão psicológica para manuseio de arma de fogo.