A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelou mais detalhes, na tarde desta segunda-feira (22/3) durante uma coletiva, sobre a investigação da morte de Priscila Cardoso da Silva, 35 anos, que estava desparecida desde a semana passada (15/3). A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio. Já o suspeito alega que era ex-companheiro da vítima.
O suspeito do crime, Reginaldo Ferreira de Souza, conhecido como “Pau Veio”, foi preso em Guarapari (ES), na noite da última sexta-feira(19). Ele confessou ter assassinado a enfermeira e contou à polícia onde o corpo estava escondido.
Na manhã de sábado, a polícia encontrou o corpo de Priscila em uma plantação de eucaliptos, próximo a Ipaba.
Aos policiais, ele afirmou que tinha um relacionamento de três meses com a vítima e que a matou por "não superar o fim do relacionamento".Disse que a sequestrou para tentar reatar a relação.
A versão do homem é questionada pelos investigadores. Isso porque ele não sabia o nome da vítima, idade ou características físicas, como uma tatuagem na perna.
"Não acredito nessa versão, mas vamos apurar. Não acho que seja possível ele conhecer a vítima tão intimamente como ele disse. Ele a Conhecia devido à vigilância. Houve um planejamento", disse o delegado.
O investigador ainda sustenta que Reginaldo poderia ter alegado relacionamento para ser enquadrado no crime de feminicídio, cuja pena pode ser menor do que latrocínio. "Ele conhece o mundo do crime", acrescentou.
O homem tem passagem por diversos crimes, entre eles, tentativa de latrocínio e homicídio consumado.
Os investigadores ainda informaram que a vítima apresentava lesões no fêmur, em um dos braços, nos dedos e na arcada dentária. Além disso, levou um tiro no rosto.
A mulher foi encontrada com as calças abertas e os peritos da Polícia Civil investigam que a enfermeira pode ter sido vítima de violência sexual.
As investigações são coordenadas em conjunto pelas equipes da Delegacia Regional em Ipatinga e Delegacia de Polícia Civil em Santana do Paraíso, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).